Sumário

O Brasil está prestes a entrar em uma nova era de sua história econômica. Até então, nós sempre fomos conhecidos, tanto internamente quanto pela comunidade internacional, como um país de juros altos onde ter um “pé atrás” para investir era muito comum.

No entanto, esse cenário já está mudando e deve ficar no passado de vez. E o fator crucial para isso acontecer é a aprovação da reforma da Previdência. A pauta do Ministério da Economia é o centro de um arcabouço de medidas estruturais para a economia brasileira resolver sua situação fiscal, alavancando o crescimento sustentável do PIB e tornando-se um novo oásis para os investidores. 


O objetivo deste eBook é mostrar três fatores muito importantes caso a reforma da Previdência seja aprovada: o quanto será poupado de gastos públicos, as outras medidas necessárias para equilibrar o orçamento federal nos próximos anos e, claro, como os investimentos serão impactados pela medida. Aproveite a leitura!

Os possíveis rumos da economia

Qual a importância da reforma da Previdência?

A Nova Previdência e o Equilíbrio Fiscal

Juros baixos constantes: Como ficam os investimentos?

Como a queda da Selic impacta nos investimentos?

Não fuja totalmente da Renda Fixa

Renda fixa também traz oportunidades

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Qual a importância da reforma da Previdência?

A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, o relatório do novo projeto da reforma da Previdência, elaborado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). O resultado da votação surpreendeu, com 379 votos a favor (71 a mais do que o necessário para a aprovação) e 131 votos contra. Uma vitória com larga vantagem para os defensores da reforma.
 
Agora, para a reforma passar, é preciso de mais uma etapa: o Senado. São necessários, no mínimo, 49 votos favoráveis entre os 81 senadores (três quintos dos votos dos membros do Senado) em dois turnos, assim como ocorreu na Câmara. 


Confira agora a análise da equipe econômica da Genial Investimentos sobre os benefícios e a importância da proposta para a economia brasileira.

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A Nova Previdência 
e o Equilíbrio Fiscal

Previdência
P
rivada

Como declarar o

Imposto
de Renda 2019

O efeito da aprovação da nova Previdência sobre o equilíbrio fiscal dependerá do comportamento de outras despesas importantes no orçamento. A questão fiscal no Brasil está diretamente relacionada com dois fatores principais: 

  1. Gastos com funcionalismo público e Previdência Social. 
  2. O comportamento do salário mínimo. 

A soma dos gastos com os salários do funcionalismo público e a Previdência Social atinge hoje 65,4% do total dos gastos primários do governo federal e, aproximadamente, 70% dos aposentados recebem salário mínimo.

Neste contexto, gastos com funcionalismo e salário mínimo são as variáveis que irão dominar o comportamento dos gastos públicos federais nos próximos anos. Por essa razão, vamos concentrar nossas simulações nas políticas direcionadas justamente para essas duas variáveis: reajuste dos salários dos funcionários públicos e reajuste do salário mínimo. 


Uma segunda hipótese importante em todas as simulações é que o teto para o crescimento do gasto público não seja afrouxado. Com isso, todas as simulações partem do pressuposto de que os gastos públicos poderão aumentar, no máximo, a variação da taxa de inflação do ano anterior. Nossa avaliação é que esta é uma condição fundamental para se atingir o equilíbrio fiscal na medida em que o teto dos gastos públicos força o governo a definir prioridades nos gastos em vez de responder aos desequilíbrios aumentando a dívida pública ou a carga tributária, como o país fez no período entre 1989 e 2015. Finalmente, nas simulações que incluem o PIB, nossa hipótese é de crescimento médio de 2,5% ao ano.

Juros baixos constantes: 
Como ficam os investimentos?

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Contrato de Índice Futuro

Aquela história de juros altos está para ficar no passado com a iminente aprovação da reforma da Previdência, que dá estofo a outras medidas implementadas para o crescimento da economia brasileira, como a reforma trabalhista, a lei da terceirização e o teto de gastos públicos, instituído em 2017 como o primeiro ponto para o governo tentar garantir a solvência ao longo dos anos.

Uma das razões para a aprovação do teto de gastos foi forçar a aprovação de uma reforma da Previdência dura, como a que está prestes a ser aprovada no Senado. Todas essas medidas visam um objetivo muito claro: definir prioridades do gasto público e controlar as contas do governo para atrair investimentos e melhorar a produtividade.


É exatamente por isso que a previsão majoritária para a economia brasileira, nos próximos anos, é manter os juros baixos. É importante ter em mente que essas medidas, encabeçadas pela reforma da Previdência, são estruturais e não conjunturais. Ou seja, a economia brasileira tende a adotá-las como regra, mantendo os gastos controlados e o crescimento mais acelerado.


Esse cenário é propício para manter os juros brasileiros, estimulando, assim, a economia. Você deve ter visto por aí várias manchetes dizendo que a Selic caiu. No último corte, a taxa básica de juros da economia brasileira foi reduzida pelo Banco Central de 6% para 5,5%. 


Mas o que esse novo patamar esperado para a economia brasileira tem a ver com o seu dinheiro e com os seus investimentos? Tudo!

Por isso, vamos explicar aqui o que você precisa saber para tomar algumas atitudes, aproveitar melhor as oportunidades financeiras do mercado e se proteger de possíveis perdas ou maus investimentos. O bom investidor precisa estar atento a isso!

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Não fuja totalmente da Renda Fixa

Mesmo com uma rentabilidade menor na renda fixa conservadora, o investidor não deve abrir mão dela. É fundamental que todos os investidores mantenham parte das suas reservas nesse tipo de investimento independentemente da rentabilidade e das circunstâncias econômicas. Sabe por quê?

Uma carteira de investimentos precisa de diversificação. E a renda fixa conservadora serviria para dar liquidez e formar uma reserva de emergência, obedecendo aos objetivos de curto prazo.


Vendo por esse lado, a segurança acaba sendo mais importante do que a rentabilidade, desde que esta esteja acima da inflação.


Além disso, diferentes opções de investimentos conservadores podem oferecer diferentes rentabilidades líquidas, então você pode e deve ir atrás da melhor rentabilidade possível entre as alternativas de baixo risco. 


Há, por exemplo, fundos conservadores de renda fixa com baixas taxas de administração, CDBs com liquidez diária que pagam bons percentuais do CDI e os títulos públicos do Tesouro Direto, como os prefixados (que não são afetados pelas baixas da Selic).

Passo a passo para declarar as contribuições feitas no plano VGBL:

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Renda fixa também 
traz oportunidades

Outra opção são os títulos de renda fixa de prazo maior e sem liquidez diária. Ao abrir mão da liquidez e topar ficar com o título por um prazo longo, o investidor consegue rentabilidades maiores.

Estamos falando de CDBs, LCIs, LCAs, certos tipos de títulos públicos e também de debêntures, que são títulos de dívida emitidos por empresas para se financiarem. As LCIs e LCAs também se beneficiam quando o cenário econômico é mais saudável e as perspectivas são de crescimento.


As remunerações podem ser tanto atreladas ao CDI quanto prefixadas (acordadas no ato do investimento) ou indexadas a um índice de inflação.


Há três possíveis características que tornam esses títulos menos conservadores. A primeira é a impossibilidade de resgate antes do vencimento, o que acontece com muitos CDBs, LCIs e LCAs que pagam uma remuneração mais alta. O investidor é obrigado a ficar com o papel até o fim. 


A segunda são os prazos maiores. Quanto maior o prazo, maior a remuneração no vencimento. 
A terceira é a perda de rentabilidade ou possibilidade de retorno negativo em caso de resgate antecipado. 

Quando o resgate antes do vencimento for possível, ele poderá exigir que o investidor abra mão de parte da remuneração para ter o dinheiro de volta. Ou então o investidor ficará sujeito a oscilações nos preços dos títulos, que podem resultar em retornos negativos caso faça o resgate antes do vencimento. 


Os investidores brasileiros, de forma geral, não gostam muito de abrir mão de liquidez. Mas, em uma situação econômica mais estável e em rota de recuperação, fica menos inseguro abrir mão da liquidez e pensar mais a longo prazo. 


Para fazer isso de forma inteligente, o investidor deve casar a data em que pretende usar os recursos com a data de vencimento das aplicações que não podem ou não devem ser resgatadas antecipadamente.

Declaração de resgates ou rendas de PGBL e VGBL

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José Márcio Camargo

Economista-chefe 
da Genial Investimentos

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Como a queda da Selic impacta os investimentos?

Apesar de já ter visto esse filme, a verdade é que o brasileiro está muito mais habituado a juros altos. Um valor de 5,5% ao ano não é exatamente baixo em comparação a outros países, mas para a realidade brasileira é.

Estamos acostumados a pagar juros altos em empréstimos e financiamentos, mas também a ganhar dinheiro sem esforço e sem sustos na segurança da renda fixa. Bastava pôr os recursos em uma aplicação financeira de baixo risco para garantir uma rentabilidade de 1% ao mês ou até mais. Essa era a realidade brasileira antes do ciclo de baixa que vive a Selic.


Mas quando a taxa básica de juros cai muito, o cenário fica diferente: há mudanças na remuneração da caderneta de poupança, que fica ainda menos rentável, e o rendimento da renda fixa conservadora também cai.


A maioria das aplicações de renda fixa de baixo risco tem rentabilidade atrelada à taxa de juros DI (ou CDI, como o mercado chama popularmente), que se aproxima da Selic, mas costuma ficar um pouco inferior.


Por isso, quem quiser obter rentabilidades maiores, será preciso correr um pouco mais de risco. E por risco entenda-se também abrir um pouco mão da liquidez.

Como checar o 
saldo do FGTS

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Entenda de forma detalhada todos os possíveis impactos da reforma sobre o Brasil e o bolso dos brasileiros!

com a

A poupança dos gastos públicos nos próximos 10 anos

As nossas estimativas de redução de despesas com cada uma das mudanças introduzidas pela nova Previdência indicam que serão poupados R$ 886,7 bilhões nos próximos 10 anos. Sem dúvida, é uma poupança expressiva e muito acima da esperada pela maioria dos analistas.
 
Os números do governo divergem um pouco porque há certos dados restritos ao poder público. Após a aprovação em dois turnos na Câmara dos deputados, as regras que passaram no texto indicam uma poupança total de R$ 933,5 bilhões nos próximos dez anos, segundo o Ministério da Economia. Houve, sim, alguma desidratação no texto devido a algumas concessões, já que a proposta original do governo previa uma economia de R$ 1,236 trilhão. 


O cálculo feito pela equipe econômica da Genial Investimentos é mostrado na tabela a seguir. Utilizamos as estimativas do governo para o item “Pensões e acúmulo de benefícios”, porque, como mencionado anteriormente, os dados são restritos. Da mesma forma, como os microdados da Previdência também não estão disponíveis, a estimativa de poupança dos outros itens foi calculada com base na renda média de cada grupo, o que significa que é uma aproximação que supõe que a distribuição dentro de cada item é normal.

Principais mudanças da reforma

A mudança mais importante da reforma foi a alteração da idade mínima para se aposentar: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Nossas estimativas mostram que essa mudança, individualmente, deverá gerar o maior volume de poupança agregada: R$ 563.9 bilhões em 10 anos, ou seja, 63.6% do total. 

O segundo item mais importante da reforma no quesito poupança são as mudanças do item "pensão e acúmulo de benefícios", que vai gerar uma poupança de R$ 139,3 bilhões em dez anos (15,7% do total); em seguida, vem a redução do limite de salário para ter acesso ao abono salarial, que irá poupar R$ 85.9 bilhões em dez anos (9,7% do total). Ou seja, esses três itens, em conjunto, serão responsáveis por 89% do total da poupança a ser obtida no período de dez anos. 


Ainda que as outras mudanças sejam importantes, a introdução da idade mínima para aposentadoria é o ponto fundamental da proposta. Apesar da população brasileira estar envelhecendo rapidamente, a idade média de aposentadoria no Brasil hoje gira em torno de 55 anos, o que torna o sistema insustentável. 


Por outro lado, mesmo com a criação de uma idade mínima, o sistema não é sustentável a longo prazo. Com o envelhecimento da população e a redução da taxa de natalidade, a relação entre trabalhadores ativos e inativos está caindo rapidamente e, em cerca de 40 anos, teremos apenas dois ativos para cada inativo. 


Nesse contexto, manter o sistema de repartição, no qual os trabalhadores da ativa financiam as aposentadorias dos que já estão inativos, será insustentável. A proposta inicial do governo atacava esse problema com a ideia de, no futuro, mudar o sistema de repartição para um sistema de capitalização. Infelizmente, esse item foi retirado da versão final da proposta, mas poderá ser discutido separadamente em nova proposta no futuro próximo.

Contribuição por grupos

Se a criação da idade mínima para se aposentar é o item mais importante em relação à economia para os cofres públicos, quando olhamos quanto cada pessoa de cada grupo irá contribuir para a redução do déficit da previdência social, os resultados mudam drasticamente. A tabela abaixo mostra esses resultados.

Em termos per capita, o grupo que dará a maior contribuição é o de funcionários públicos que entraram no serviço público entre 2004 e 2013. Cada trabalhador desse grupo irá deixar de ganhar, em média, R$ 59,145.96 por ano quando se aposentar, em comparação à situação atual.

Em segundo lugar, estão os funcionários públicos que foram contratados antes de 2003, que também têm direito a paridade e integralidade. Para esses trabalhadores, a contribuição para o equilíbrio do sistema será de R$ 43.673,13 anuais por trabalhador. Ou seja, cada trabalhador desse grupo irá, em média, deixar de ganhar esse montante quando se aposentar.


A contribuição dos funcionários públicos que entraram entre 2004 e 2013 é maior que a do grupo que entrou antes de 2003. Isto se deve à adição, pelo relator da reforma, de uma regra de transição na qual o funcionário público poderá se aposentar com paridade e integralidade com 60 anos, se for homem, e 57, se for mulher, pagando um pedágio de 100% sobre o tempo que falta para a aposentadoria. 


Essa regra facilita substancialmente a aposentadoria dos que entraram antes de 2003, mas afeta pouco os que entraram entre 2004 e 2013. Esses são os dois grupos mais favorecidos pelas atuais regras de aposentadorias, pois podem se aposentar com paridade e integralidade, e, por essa razão, serão os que irão dar uma contribuição maior para o ajuste.


As contribuições per capita dos outros grupos são relativamente pequenas, variando de R$ 768,88 por ano, para os trabalhadores que deixarão de receber abono salarial, até R$ 3.734,68, para aqueles que hoje se aposentam por tempo de contribuição. A tabela mostra, também, que quanto mais favorecido é o beneficiado, pelo sistema atual, maior a contribuição que ele dará para o ajuste. 


A redução de despesas não será obtida homogeneamente ao longo do tempo. Como mostra o gráfico abaixo, a poupança aumenta à medida que o tempo passa, devido ao envelhecimento da população. Em 2020, a poupança com a nova Previdência será de R$ 25,5 bilhões, sendo 45% desse total (R$ 11,4 bilhões) decorrentes da introdução da idade mínima.

Dez anos depois, em 2029, a poupança total será de R$ 128 bilhões, sendo R$ 102,4 bilhões, ou 80%, decorrentes da introdução da idade mínima para aposentadoria. Esse resultado é uma consequência do rápido envelhecimento e do aumento da expectativa de vida da população brasileira.

O gráfico mostra também qual a composição dessa poupança, em relação aos itens da proposta. A introdução da idade mínima é o item que gera a maior poupança ao longo do tempo, seguido da redução do limite do abono.  O gráfico abaixo mostra a porcentagem da poupança feita por cada item da proposta. Como vemos, a introdução da idade mínima começa com uma contribuição de 45% para o total da poupança e sobe sistematicamente até atingir 80% do total no final do período. A contribuição da redução do limite para ter direito ao abono salarial tem o comportamento inverso, sendo mais elevado no início do período, 34% em 2020, e atingindo 7% em 2029. Os outros itens deverão ter uma contribuição aproximadamente constante ao longo do tempo.

Dado esse comportamento da poupança, caso ocorra a aprovação da nova Previdência como no primeiro turno na Câmara dos Deputados, a próxima questão é qual o efeito da reforma sobre o equilíbrio fiscal? Confira o nosso parecer sobre o assunto!

Simulações dos gastos públicos após a reforma da Previdência

1 - Salários reais do funcionalismo e salário mínimo real estáveis (crescimento zero) 

O primeiro cenário supõe que tanto o salário mínimo real quanto os salários reais dos funcionários públicos permaneçam constantes ao longo dos próximos dez anos. Ou seja, serão reajustados apenas pela inflação do ano anterior.
Esse cenário é o mais próximo do que se poderia chamar de efeito “puro” da nova Previdência. Os gráficos abaixo mostram o comportamento das despesas com previdência e dos salários do funcionalismo público, como porcentagem do PIB e porcentagem do gasto total do governo.

Neste cenário, os gastos com a Previdência ficariam praticamente constantes como proporção dos gastos totais do governo federal nos próximos dez anos. Após um pequeno aumento no início do período, esses gastos voltariam para o nível de 43.5% dos gastos totais em 2029. É neste sentido que chamamos este cenário de efeito “puro” da nova Previdência. 

O grande triunfo da reforma da Previdência é estabilizar os gastos como proporção do gasto total do governo federal. Em outras palavras, a poupança obtida com a reforma é exatamente o necessário para compensar o envelhecimento da população neste período. 


Quando avaliamos os gastos como proporção do PIB, a partir da nossa suposição de que o PIB cresça, em média, 2,5% ao ano e os gastos não cresçam em termos reais (teto do gasto), todos os componentes terão sua participação reduzida ao longo do tempo. Esse é, aliás, o objetivo do teto do gasto, de tal forma a criar espaço para a redução da carga tributária.


Em 2018, o total de gastos do governo federal era de 19,8% do PIB. Como os gastos com funcionalismo público correspondiam a 4,4% do PIB e o restante dos gastos a 6,8% do PIB, os gastos com a Previdência chegavam a 8,6% do PIB. Em 2029, como o PIB cresceria 2,5% ao ano, os gastos com funcionários públicos permaneceriam constantes em termos reais, o aumento dos gastos com aposentadorias se resumiria ao decorrente do envelhecimento da população, podemos observar importante redução em todos os gastos como proporção do PIB.

2 - Mesmo com a reforma, o que poderia dar errado?

Como não podemos prever com máxima precisão os rumos da economia, há uma hipótese que não pode ser descartada e que vai depender de como o governo irá conduzir o barco dos gastos públicos. Ao contrário do que mostramos anteriormente, vamos entender uma simulação do comportamento dos gastos após a aprovação da reforma da Previdência caso os salários reais do funcionalismo público cresçam 3,5% ao ano, em média, e o salário mínimo real cresça 4,0% ao ano, em termos reais. 


O resultado dessa simulação repete o que efetivamente aconteceu no período entre 1997 e 2015. Os dois gráficos abaixo mostram o comportamento das despesas do governo federal como proporção do PIB, supondo que o teto dos gastos seja respeitado e o crescimento do PIB seja de 2,5% ao ano, em média, e como proporção do gasto total até 2029.

3 - E se ao longo de dez anos acontecer uma espécie de 'meio termo'?

Um terceiro cenário interessante de ser analisado é um cenário intermediário, entre a repetição do período 1997/2015 e o cenário de manutenção constante dos salários reais do funcionalismo e do salário mínimo real. 


Nesta simulação, vamos supor que tanto os salários reais do funcionalismo quanto o salário mínimo real cresçam à taxa média de 2% ao ano até 2029. Os dois gráficos abaixo mostram a evolução dos gastos com Previdência e com funcionalismo como proporção do PIB e como proporção do gasto total do governo federal, caso o teto para o crescimento das despesas públicas seja respeitado.

Os gráficos mostram que a porcentagem de recursos destinados a gastos, exceto Previdência e salário do funcionalismo público, cai de 6,8% do PIB, hoje, para 3,8% do PIB em 2029. Da mesma forma, mesmo com a nova Previdência, uma política de aumento dos salários do funcionalismo e do salário mínimo real como esta (crescimento de 2,0% ao ano) elevaria o total dos dispêndios com esses dois itens do orçamento de 65,4%, hoje, para 74,7% em 2029.

Ou seja, sobrariam apenas 15,3% do total de recursos para gastar com saúde, educação, segurança, investimentos, outros gastos correntes, etc. Novamente, um cenário insustentável, que sugere que algo mais austero teria de ser feito no que se refere a esses dois importantes itens do orçamento.

4- O que aconteceria se os salários do funcionalismo fossem congelados 
e o salário mínimo reajustado pela inflação?

O último cenário supõe que os salários dos funcionários públicos permaneçam constantes em termos nominais e que o salário mínimo seja reajustado pela taxa de inflação. Esse é um dos primeiros gatilhos a serem acionados caso o crescimento do gasto público bata no teto. Neste cenário, os gastos, exceto Previdência e funcionalismo, ficariam praticamente constantes como proporção do PIB, caindo de 6,8% para 6,5% do PIB até 2029, enquanto os gastos com salário do funcionalismo seriam reduzidos à metade como proporção do PIB.

Por outro lado, o total das despesas com funcionalismo cairia de 22% para 14,4% dos custos totais do governo federal e as da Previdência permaneceriam constantes como proporção dos gastos totais, confirmando a observação feita acima de que a nova Previdência é o suficiente para resolver o problema do envelhecimento da população, mas que serão necessárias outras medidas para liberar recursos para as demais políticas como educação, saúde, segurança pública, etc.

Nova Previdência

As simulações mostram que, apesar da reforma da Previdência, se repetirmos as políticas de aumento dos salários do funcionalismo público e do salário mínimo real dos últimos 20 anos, voltaremos ao mesmo desequilíbrio vivido no presente. Ou seja, os gastos com Previdência passariam de 43.4% para 57.3% do total dos dispêndios, enquanto as despesas com o funcionalismo passariam de 22% para 27% do total. Em conjunto, esses dois itens do orçamento passariam de 65,4% para 84.3% dos gastos totais do governo federal, sobrando apenas 15,7% para outros setores, como educação, saúde, segurança, outras despesas correntes etc. Essa seria uma forma de destruir a reforma da Previdência.

Esse cenário torna o teto para o crescimento do gasto público insustentável, o que forçaria a aprovação de uma PEC eliminando o teto, trazendo grande incerteza e volatilidade para o cenário econômico.

O que é a taxa Selic?

A Selic é a taxa básica de juros da economia. O nome vem da sigla Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Ela é utilizada pelo Banco Central para cobranças em empréstimos feitos a outras instituições financeiras e funciona como referência para as demais taxas de juros cobradas no mercad, como cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e, claro, investimentos.

Na prática, a Taxa Selic é uma espécie de mecanismo utilizado pelo governo para controlar a inflação e o ritmo da atividade econômica no país. Quando ela está em um patamar alto significa que “o dinheiro está caro”. Isso quer dizer que o momento exige mais controle financeiro e atenção aos gastos. Por outro lado, se a Taxa Selic fica mais baixa, o momento é ideal para estimular o consumo e promover uma maior movimentação econômica.


A cada 45 dias, o Conselho de Política Monetária (COPOM) se reúne para definir os rumos da taxa. Há alguns anos, no auge da crise brasileira, a Selic chegou a 14,25%. No entanto, o ciclo de baixa foi forte e ainda se mantém, chegando ao patamar atual de 5,5% — o menor juro da história do Brasil.


A tendência é que a Selic feche 2019 em torno de 5%, considerando que a reforma da Previdência seja aprovada no Senado, segundo as estimativas da equipe econômica da Genial Investimentos. 

Acalme-se: Selic em baixa é um bom sinal!

Não se apresse em logo colocar a Selic em baixa como vilã. Ela não é inimiga do investidor! Como já falamos, a Selic mais baixa estimula o crescimento econômico, a geração de empregos e torna o crédito mais barato. É sinal de que a economia tende a se recuperar e a encontrar rumos melhores.

Além disso, a Selic normalmente só é reduzida quando a inflação está baixa e sob controle, que é exatamente o cenário atual. Então, mesmo se o investidor receber uma rentabilidade menor, é mais fácil ganhar acima da inflação.

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Investir na Bolsa é um bom caminho

Com a Selic em baixa, surgem com maior evidência os investimentos menos conservadores, que, geralmente, oferecem mais risco e, portanto, mais possibilidade de rendimentos maiores.

Quando se fala em correr mais risco, os investidores costumam logo pensar em ações e fundos de ações. De fato, um cenário com baixa taxa de juros e perspectivas de crescimento econômico favorece essas aplicações.


Juros baixos e inflação controlada são circunstâncias que favorecem o crescimento das empresas e, consequentemente, o desempenho de suas ações. 


Em uma economia saudável, o investimento em ações pode trazer retornos formidáveis aos investidores, muito maiores do que os da renda fixa em tempos de juro alto. 


Mas nem todo mundo se sente à vontade em correr esse tipo de risco. E algumas pessoas não estão dispostas a investir grande parte dos seus recursos em ações e fundos de ações. Nem por isso esses investidores precisam ficar restritos à renda fixa tradicional. 


Para ganharem rendimentos maiores, podem recorrer a investimentos moderados, capazes de render mais com apenas um pouco mais de risco. 


É o caso dos fundos imobiliários, ou seja, fundos de investimento que aplicam em imóveis ou papéis de renda fixa usados para financiar empreendimentos imobiliários.

Fundos Imobiliários

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Quando a Selic está baixa, seus rendimentos – geralmente frutos de aluguel dos imóveis da carteira – conseguem superá-la mais facilmente. Além disso, assim como ocorre com as ações de empresas, o mercado imobiliário se beneficia de um cenário de juros baixos e inflação controlada. Ele tende a se desenvolver quando a perspectiva é de crescimento econômico. 

Os fundos imobiliários têm duas vantagens que os tornam particularmente atraentes para as pessoas físicas: isenção de IR sobre os rendimentos e alta liquidez, pois suas cotas são negociadas em Bolsa de Valores como se fossem ações. 


Mas atenção: a remuneração dos fundos imobiliários pode sofrer impactos negativos – por exemplo, em caso de inadimplência de inquilinos ou vacância alta nos imóveis da carteira – e as cotas podem tanto se valorizar quanto se desvalorizar. 


Assim, convém manter em mente que não se trata de um investimento ultraconservador, mas sim de uma aplicação moderada para quem quer tentar ganhar mais em tempos de juros baixos.

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Fundos de Investimento

Finalmente, existem também os fundos de investimento moderados, para aqueles investidores que não estão muito a fim de tomar decisões por conta própria. 

Eles podem ser tanto de renda fixa, com um percentual relevante da carteira aplicado em títulos de empresas privadas, quanto multimercados, fundos livres para investir em diversas classes de ativos e usar diferentes estratégias de investimento. Os fundos de ações também podem ser boas opções para quem tem medo de aplicar sozinho na Bolsa de Valores. 


Fundos de investimento permitem uma maior e mais eficiente gestão de risco, pois podem ser bastante diversificados, além de contar com gestão profissional. Essas características também possibilitam a muitos desses fundos liquidez quase diária, mesmo sendo moderados. 


Nesses casos, o investidor consegue ter acesso aos seus recursos em poucos dias após o pedido de resgate. 

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Investir na Bolsa é um bom caminho 

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Fundos Imobiliários

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Fundos de Investimento

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